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Descontentamento

  • Foto do escritor: Catarina Chambel
    Catarina Chambel
  • 4 de fev. de 2017
  • 2 min de leitura

"A educação é o que resta depois de se ter esquecido tudo o que se aprendeu na escola", palavras de Einstein, certamente descontente com o ensino nos séculos XIX e XX. Hoje, século XXI. D e s c o n t e n t a m e n t o.

A grande maioria da população concorda que o sistema de ensino português se centra em matérias irrelevantes, nomeadamente na disciplina de Português. Gramática por quê? Obras obrigatórias para quê? Qual é, realmente, o resultado de doze anos de aulas de Português que ensinam, nada mais, nada menos, do que aquilo aprendido nos primeiros quatro anos de escolaridade?

Não é a minha intenção abolir as aulas de Português, muito pelo contrário. Num país dominado pelo conformismo e pelo vulgar "não é comigo", a referida disciplina deveria ser o palco da discussão de ideias, da escrita criativa, da oralidade, sobretudo. Dessa forma, conseguiria ser desperto o espírito crítico, estimulando-se, simultaneamente, uma atitude interventiva por parte dos estudantes.

Revela-se, pois, ineficaz o ensino em Portugal, não só em Português, mas em todo o currículo. Seguem-se padrões de aprendizagem clássicos, aplicados a uma sociedade moderna, que em nada se assemelha à rigidez de um convento. Consequentemente, assiste-se ao abandono (psicológico) escolar, uma vez que são encontradas atividades extracurriculares exponencialmente mais interessantes do que sentar direito, ouvir, copiar, decorar. Para além disso, a rotina escolar obriga os alunos a serem retraídos, escondendo a sua criatividade e ideais pessoais, desencorajando a individualidade. Uma espécie de censura, portanto. Assim, e tristemente, estes fatores conduzem a um gradual e eterno desagrado perante a escola.

De sublinhar, também, que é completamente inútil fornecer formações específicas aos alunos do Ensino Secunário pois de nada irão servir aquando da escolha de um curso superior. Primeiro, não desenvolvem as aptidões práticas nem as "soft skills", cingindo-se, então, às teóricas. (Vamos decidir ser engenheiros porque gostamos de fórmulas?) Segundo, não oferecem as cruciais oportunidades de contacto com o mundo de trabalho. (Vamos seguir enfermagem porque é só "dar picas"?)

Portugal europeu, Portugal reformista, onde estás? Urge desmantelar o sistema educativo. Urge seguir o exemplo daqueles países que apostam na educação e nos jovens. Urge evoluir.

"É a Hora!"


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